Leite Moça tira camponesa das latas e coloca mulheres reais através do talento da artista Débora Islas.

A iniciativa faz parte da campanha “Leite Moça® 100 anos. Tudo que pode dar certo vai dar certo” e a linha comemorativa chegou em junho passado, aos pontos de venda. No lugar da camponesa, entram as ilustrações de sete mulheres brasileiras: Dona Sônia, Bia, Gabriela, Angela, Terezinha, Tia Bena e Amanda. Cada uma delas, carrega uma história de como a marca da Nestlé impactou sua vida.

Para contar essa história, convidei a Débora,  ilustradora do projeto, um dos perfis mais apaixonantes que eu já vi nas redes sociais e um dos talentos mais incríveis que eu já pude conhecer. Sabe aquela pessoa que a gente pensa “vou convidar para participar, mas um talento destes, será que vai ter tempo?” Adivinhem… Sim, ela teve! Mandei as perguntas e me apaixonei pelas respostas. O universo nos dá presentes que não imaginamos ser possível. Quando eu pedi para ela dar dicas para outros profissionais que querem impulsionar as suas redes sociais, fiquei arrepiada! Sabe aquilo que a gente acredita, falado o tempo todo aqui, dito de uma maneira que eu jamais conseguiria dizer, com elegância e maestria, de uma maneira suave e firme? Que presente! Olha só:

Como foi o seu contato com a Nestlé?

O contato foi intermediado pela Ana Bandarra, representante da América Latina na IllustrationX, na qual sou agenciada.

O briefing e os detalhes foram negociados através da FCB Brasil, agência responsável pela criação da campanha Leite Moça 100 anos.

Eles procuravam uma ilustradora que pudesse trabalhar com base nas características físicas das personagens reais, mas que trouxesse um pouco do lúdico para as atitudes.

A agência dividiu comigo todas as histórias, das 20 mulheres escolhidas para serem ilustradas (6 delas, para estamparem as latas) e com isso pude conhecer mais profundamente o trabalho e o perfil de cada uma.

Quando começou a desenvolver esse trabalho?

Iniciei em janeiro deste ano (2021), quando a pesquisa e escolha das personagens já estava pré-definida.

Você conheceu pessoalmente as personagens?

Infelizmente ainda não. Por conta da pandemia, os contatos não foram presenciais entre toda a equipe.

Durante o processo não houve necessidade do meu contato direto com elas porque a equipe responsável já havia captado fotos, vídeos e todas as informações pertinentes para o desenvolvimento do trabalho.

Essa foi uma iniciativa que agitou as redes sociais com o anúncio da mudança no rótulo do Leite Moça.

Qual o impacto desta ação nas redes sociais da Débora?  

De forma direta, eu recebi muito feedback positivo, principalmente de mulheres que se enxergaram nas latas pela primeira vez, criando ainda mais identificação com a marca e com o meu trabalho autoral, que também está ligado ao protagonismo feminino. Eu já esperava uma possível resistência de aceitação por uma pequena parcela do público em relação à mudança, pois a ilustração da camponesa nunca havia deixado de fazer parte do produto. E inovar o rótulo de uma marca tradicional, mesmo que numa edição limitada e comemorativa, causa debates. Mas o que devemos focar é que uma grande marca escolheu uma artista mulher para ilustrar figuras que representam a importância da relação das consumidoras com Leite Moça, na criação de sobremesas icônicas e no empreendedorismo feminino no Brasil.

Qual dica você daria para outros artistas que querem impulsionar as suas redes sociais?

Divulgar alguns dos meus trabalhos nas redes sociais é algo que acontece espontaneamente. De modo profissional, mantenho meu portfólio como vitrine. Tento não usar o perfil como um medidor de reconhecimento, mas sim como uma plataforma para trocar, experimentar e transmitir algo (mesmo que não sejam só desenhos). O universo dentro do Instagram por exemplo, é um recorte. O alcance que determinado assunto tem, é um recorte ainda mais específico. Então minha dica é que cada um use as redes da forma mais saudável possível. Sem tentar criar um ritmo ilusório de cumprimento de posts para o engajamento não cair ou seguir regras para ter mais visibilidade.  Claro que ter muitos seguidores é legal e dá motivação para manter uma constância. Mas artistas não são máquinas. A criatividade exige descanso. A inspiração pode não acontecer se você ficar o dia inteiro em telas (de computador, tv e celular). Viva, se cobre menos e compartilhe o que sentir vontade.

Como as pessoas que estão lendo o nosso blog , podem conhecer mais sobre o seu trabalho?

Meus trabalhos mais recentes estão no Behance 

Há uma curadoria e seleção dentro da IllustrationX 

E quem quiser acompanhar um pouco da minha vida pessoal, trabalhos autorais e bastidores, pode me seguir no Instagram 

Sobre a Débora: Paulistana, formada em Design Gráfico, com experiência no mercado desde 2007. Tem trabalhos publicados nas principais editoras do país. Apaixonada por ilustração, design, colagens, fotografia e lettering. Desde 2017 trabalha como ilustradora freelancer e se aventura na descoberta e uso de diferentes técnicas de desenho, como aquarela, guache e ilustração digital. Posta alguns dos seus processos criativos em sua conta no Instagram.

Quer saber mais sobre a Débora? Acesse o: behance.net/deboraislas ou siga o perfil nas redes sociais: @deboraislas

Há também  uma curadoria e seleção dentro da IllustrationX : @weareillustrationx | @acbandarra

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